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segunda-feira, janeiro 14, 2008
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AGORA MÃE !
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Ser mãe é... Ter um sonho Receber um teste de gravidez positivo Sentir uma alegria imensa Consultar o obstetra Fazer exames e mais exames Ter enjôos Ver o corpo mudar a cada dia A barriga crescer Ter um sangramento Ficar muito preocupada Consultar o obstetra Fazer repouso Perder o bebê... mas não desistir Começar tudo de novo Fazer inseminação Ou então uma adoção Ter azia, ficar pesada, ter insônia Sentir o que nenhum homem jamais sentiu: outra vida dentro de si! Ouvir o coração E sentir os chutes do bebê Consultar o obstetra Parir Independente de como for Com dor ou sem ela Gritando ou quieta A mesma emoção Um amor sem tamanho Dar à luz a nova vida Que vem do útero ou do coração Amamentar Namorar o bebê Trocar muitas fraldas Namorar o bebê Limpar o umbigo, o nariz, a bunda e a alma Consultar o pediatra Um peito rachado, o nariz entupido, Uma dor de ouvido, O coração partido A cólica, ah! Quanta cólica... Consultar o pediatra ontem, hoje, amanhã, semana que vem Comprar e comprar O primeiro uniforme da escola E muita bugiganga Tratar uma dor de garganta E uma dor de barriga Testemunhar o milagre da alfabetização Perder a paciência com tanta malcriação Consultar o pediatra cada vez menos No meio das pernas ou embaixo do braço Encontrar o primeiro pelinho O crescer do peitinho Ou do pintinho Conhecer a turma Ver o filho sair noite afora Ficar em casa com o coração na mão Consultar (ainda!) o pediatra Escutar “Eu não pedi pra nascer!” Acreditar e ficar chateada Ser apresentada A namorados e namoradas O vestibular, uma profissão Quanta preocupação E um dia O casamento E de repente Uma vida se passou Tempo de descansar Mas um novo sonho surge Uma gravidez Um neto! E a vida recomeça: As consultas, as fraldas, as preocupações Dobradas, como é esse amor... Ser mãe é ser eterna. Ser mãe é ser assim.
Te Amo filha,
Passaria por tudo de novo se preciso fosse!
Mamãe: Vilsa
> enviado por Maria Eduarda as 8:19 AM
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Depoimento I
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Esse corpo que não me pertence Há vinte e cinco anos que me movo para onde quero, que como o que dá vontade, durmo na mesma posição estranha e ando sem pensar muito onde piso.Ou seja, quem estava no comando era euzinha aqui. Meu cérebro pedia e os membros obedeciam, simples assim. Comer, comia, andar, andava, dormir, dormia...Mas tudo mudou! Uma pessoinha que agora tem 32 cm e uns 400 g, do tamanho de uma régua e peso de um pacotinho de café, domina todos os movimentos, desejos e atitudes que eu venha a ter. Ela ocupa, teoricamente, somente a parte do meu corpo chamado útero, mas, na prática, ocupa meus olhos, boca, nariz, estômago, intestinos,músculos, pele, membros inferiores e posteriores e, o mais importante, ocupa até mesmo o meu cérebro. Não, isso não é uma reclamação, é uma constatação óbvia que obtive: na verdade, não se trata nem de uma invasão absurda, nem de um domínio perverso, não foi coação e nem chantagem e não me darão dinheiro algum por isso. Tudo isso, essa tomada do meu corpo, mente e alma, aconteceu porque eu deixei, eu quis, pior, eu busquei maneiras para que isso acontecesse. E cá estou. Se como, não é mais a minha necessidade que conta, ou o meu desejo. A Maria Eduarda é quem dá o cardápio e faz as exigências: Nada de café, nem coca-cola, nem muito açúcar, nem muito sal, e não pode comer e beber ao mesmo tempo. Em vez disso, salada, bem lavada, muito leite e derivados, troco por pão normal para integral e frutas de todos os tipos. Comer de duas em duas horas, mas sem engordar. ( ahn????). Ah, e nada de comidas com cheiros muito fortes, porque isso dá enjôos. Aliás, não só o cheiro de comida, pode ser até mesmo de perfume, o que antes era cheiroso ficou fedorento e insuportável. Nem na internet navego em paz, pois começo a digitar um site qualquer e meus dedos, em plena desobediência, já escolhem outras letras no teclado a fim de entrar em um site para gestantes, bebês, decoração infantil, saúde, etc. E isso funciona para qualquer coisa, TV, livros, revistas, até as conversas são invadidas pelo assunto. As lojas que observo e entro não mais dizem respeito a minha necessidade, não posso ver uma lojinha com carrinho de bebê, roupinhas de bebê, acessórios de bebê, tudo de bebê, que fico ali olhando, pesquisando preços, comprando. Ah, comprar... me lembra outra coisa que não me pertence mais: o dinheiro. Ficamos três meses decidindo se comprávamos ou não uma cama ou berço, pois pensávamos no berço e em tudo o que poderíamos fazer com aquele dinheiro dispensado tão “inutilmente” em um acessório que poderia não servir mais tarde. Afinal para que ter essa ansiedade? Até na intimidade esse bebê está presente, se não chutando minha barriga em momentos inconvenientes, desconcertando meus músculos, estômago, cabeça, concentração...O estranho é que tê-la aqui dentro, por mais desconcertante que seja, traz-me muito mais alegria, esperança e paz que nenhum mal estar consegue dar conta. Como disse, isso está longe de ser uma reclamação, pois antes de tomar meu corpo, esse serzinho tomou meu coração, total e profundamente e de tal maneira que todo o resto não ganha tanta importância. Que tome meu corpo, que tome tudo em mim, minha filhinha é uma das bençãos mais preciosas que Deus poderia dar. E... esse corpo, definitivamente não me pertence mais. Vilsa .
> enviado por Maria Eduarda as 8:07 AM
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sábado, janeiro 12, 2008
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VOLTEI!!!
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PASSEI AQUI SOMENTE PARA DAR UMA OLHADINHA, COM MAIS TEMPO VOU, PASSAR AQUI PARA POSTAR. BJÃO A TODOS!! VILSA.
> enviado por Maria Eduarda as 4:34 PM
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